Pesquisa de Logradouros


Praça Plínio Gomes de Mello
Distrito: Moema

Plínio Gomes de Mello, nasceu no dia 21 de junho de 1900 na Fazenda de São Solano, na pequena cidade gaúcha de Cruz Alta. Filho de Rodolpho Mello Filho e Juliana Gomes de Mello. Casou-se com Francisca Parlato Gomes de Mello em 31 de dezembro de 1939. Da união tiveram os filhos: Cores, Vasco e Vera. Teve como colega de Grupo Escolar Érico Veríssimo, fato que o deixava orgulhoso. Plínio Gomes de Mello perdeu a mãe quando tinha sete anos de idade e separado dos irmãos menores, Lúcio e Maria, após o falecimento de sua avó Juliana, os três irmãos foram criados cada um por um tio, o que significava cada um em uma fazenda. Aos 17 anos emancipou-se e foi para Porto Alegre estudar. Naquela cidade começou a cursar Direito. Após algum tempo mudou-se para São Paulo, onde se matriculou na Faculdade São Francisco e cursou até o 5º ano, contudo em 1927, quando faltavam dois meses para a formatura, já militante político de esquerda, reuniu no pátio da Faculdade colegas, servidores e professores e fez um discurso dizendo que não serviria àquele Direito reacionário e abandonou os estudos. Foi para o Rio de Janeiro onde, em companhia de Mário Pedrosa, Carlos Etchenique, Jorge Amado e muitos outros intelectuais começou a fazer política. Foi preso com Graciliano Ramos e é citado várias vezes no livro Memórias do Cárcere, juntamente com Raul Karicik e Febus Gikovate, chamados pelo autor de os médicos paulistas. Ao ser solto voltou para o Rio Grande do Sul, passou na fazenda de seu tio Aristides Gomes, pegou três cavalos e foi para Argentina, fugindo da polícia de Getúlio Vargas. Depois de algum tempo voltou a São Paulo, reencontrou com seus amigos da família Abramo, trabalhou como jornalista na Folha da Manhã e Diários Associados. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas por duas vezes no início dos anos 40. Em 1940 retornou à Faculdade São Francisco para cursar o último ano e formou-se no mesmo ano. Em 1946 foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro, juntamente com Freitas Nobre, seu grande amigo, mais Cid Franco, Rogê Ferreira e outros. Passou a advogar na área trabalhista. Assumiu a Câmara dos Deputados por alguns meses como suplente pelo PSB, na década de 50. Ainda nos anos 50, quando Getúlio Vargas, então presidente eleito, ofereceu a vários dos rebeldes de esquerda dos anos 30, altos cargos em embaixadas, recebeu o convite para um cargo na Embaixada do Uruguai, mas recusou. Foi por curto período de tempo Juiz de Impostos e Taxas, durante o governo de Carvalho Pinto, posteriormente, Procurador da República até se aposentar compulsoriamente, com mais de 70 anos. Em 1980, já no fim da repressão, quando foram extintos a Arena e o MDB, foi um dos fundadores do PT, juntamente com Mario Pedrosa, Sérgio Buarque de Holanda e outros. Nunca deixou de votar em qualquer eleição. A última vez foi no plebiscito, em junho de 1993, quando votou pelo Parlamentarismo. Faleceu em 20 de setembro de 1993, Dia do Gaúcho e da Revolução Farroupilha. (biografia escrita por Vera Melo)

Homenagem proposta pelo Projeto de Lei nº 177/12, de autoria do vereador Toninho Paiva. Texto extraído da documentação apresentada que acompanhou o Projeto de Lei.

Nome oficializado pela Lei nº 15.701, de 15 de abril de 2013.

Mais Informações

Prefeitura Regional:
Vila Mariana (SPVM)
Descrição Técnica:
o logradouro inominado delimitado pelas Ruas Pacheco de Miranda e Feliciano Maia (Setor 36 - Quadra 97), situado no Distrito de Moema, Subprefeitura de Vila Mariana.
Oficialização:

LEI nº: 15.701 de 15/04/2013

Mapa de localização

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